Holos Editora

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Quem somos

QUEM SOMOS


Criada em 1997, a Holos, Editora
tem a maior parte de seus títulos na Área Biológica. Devido à origem da editora e às dificuldades naturais de distribuição, esta área é sua prioridade no momento, ainda que possa estudar publicações em outras áreas.

A Holos, Editora dá as boas-vindas aos pesquisadores que se interessam por seus alunos e gostariam de escrever livros para eles. Se você tiver sugestões, dúvidas, ou gostaria de discutir o seu projeto, entre em contato conosco.


NOSSOS PRINCÍPIOS


A sua disciplina de graduação tem literatura apropriada? E a sua disciplina de pós-graduação?
A quantidade de títulos publicados em países da Europa e nos Estados Unidos na área acadêmica nos últimos cinqüenta anos é surpreendente. A Argentina, até alguns anos, publicava uma quantidade grande de livros técnicos importantes que foram muito usados no Brasil. O México publica anualmente uma quantidade impressionante de títulos a preços extremamente acessíveis. A Índia publica os livros provavelmente mais baratos do mundo em tiragens imensas.
Em que situação está o Brasil? Qualquer análise séria mostra um atraso vergonhoso. A literatura de qualidade disponível em português que atende cursos universtários, de graduação e pós-graduação, em todas as áreas é irrisória.
Como explicar esse quadro? Nenhuma explicação pode ser simples demais, mas aparentemente há concordância geral de que vários fatores contribuem para esse quadro, algumas puramente financeiras, outras culturais:

(1) o perfil médio da população universitária brasileira é de considerável limitação financeira, para dizer o mínimo;

(2) a capacidade de compra de livros das bibliotecas universitárias públicas brasileiras é muito reduzida –e a compra de livros-texto por bibliotecas de universidades particulares parece não constar nas prioridades;

(3) as grandes editoras normalmente trabalham com grandes tiragens (que a maioria absoluta dos títulos acadêmicos não alcança);

(3) uma boa parte das editoras não conhece a estrutura e funcionamento do ambiente acadêmico brasileiro, de modo que a distribuição é sempre muito ineficiente;

(4) há um desrespeito infame com a produção intelectual, de maneira que a redação de livros por autores nacionais tem sido mais um ato de altruísmo que uma atividade estimulante e com remuneração justa (quem conhece o problema mais de perto conhece histórias que vão no atraso no pagamento de edições vendidas até a farsa na tiragem divulgada);

(5) remuneração pífia do trabalho de tradutores e de revisão técnica, resultando em livros que chegam às livrarias já conhecidos como péssimas traduções;

(6) uma porcentagem considerável dos livros publicados por editoras universitárias são de livros distantes das necessidades dos cursos em graduação, atendendo mais a obras especializadas;

(7) as editoras universitárias de modo geral têm um sistema de distribuição limitado;

(8) as editoras comerciais brasileiras parecem ter custos operacionais elevados, algumas das quais com margens "típicas" das práticas tradicionais de comércio no Brasil;

(9) as margens de distribuidores eleva imensamente o custo dos livros, que chegam a patamares inalcançáveis para alunos de graduação em escala nacional;

(10) não há uma cultura de preparação de livros de formação, atualmente desvalorizados em relação à "cultura do artigo científico"; e

(11) a falta do hábito de uso do livro por parte dos alunos em disciplinas de todos os níveis (o que talvez seja mera conseqüência do quadro acima).

A conclusão parece ser que poucos escrevem, cobra-se muito e compra-se pouco. Ciclo vicioso.
Tendo surgido dentro da e para a comunidade acadêmica, a
Holos, Editora pretende romper essa tradição, colocando-se três objetivos básicos:

(1) publicação de livros tão baratos quanto possível, o que implica na aceitação de margens de lucro reduzidas;

(2) pagar bem aos autores – de 20 a 30% de direito autoral sobre o preço de atacado (faça as contas);

(3) buscar os autores potenciais para preparar textos nas áreas mais carentes em cada curso, saindo de uma posição passiva em relação às necessidades reais de formação;

(4) fazer uma distribuição apropriada para a estrutura da comunidade, localizando pesquisadores da área através das sociedades científicas e os alunos através de home-pages e outros recursos.

(5) deslocando recursos públicos e privados investidos na produção do livro inteiramente para a redução do custo final –
o subsídio de recursos públicos deve ser para o público, não para editora.

O ideal de cuidar com carinho da formação de nossos alunos e pagar bem e corretamente a produção intelectual deve estimular os autores em médio prazo a aumentar a produção de bons textos. A redução de custos internos e de margens, e o uso de subsídos deve garantir a publicação de um número maior de títulos e uma redução excepcional de custo final, com uma vendagem em maior escala. Talvez isso seja suficiente para começar a mudar a cultura atual nessa área.

A exigências editoriais da
Holos são apenas que os textos sejam corretos, necessários e com uma tiragem bem dimensionada em sua área. "Textos corretos" não quer dizer intrincados e livrescos: apenas que, definido o público-alvo, ele deve ser tecnicamente correto e escrito em uma linguagem apropriada. Isso inclui livros-texto com temas específicos para disciplinas de graduação; mas também livros de apoio para o ensino básico (como as séries de "primeiros passos"), manual de práticas para cursos de graduação e pós-graduação, textos técnicos para o nível de pós-graduação, livros compilando capítulos escritos por especialistas, e livros e livretos ilustrados com faunas e floras regionais. As possibilidades são imensas. –traduções de livros importantes também podem compor projetos editoriais.

A Holos escolheu para a distribuição preferencialmente o sistema de "mala-direta", permitindo um contato direto entre a Editora e o aluno/professor/pesquisador, e agora esta HomePage. Isso implica em uma redução de até 30% nos preços finais em relação a outros meios de distribuição. Os cuidados com embalagem e agilidade na distribuição também são indispensáveis nesse contexto.

Nossa avaliação é que, se ao menos uma parte da comunidade de professores-pesquisadores brasileira publicasse ao menos um livro ao longo da carreira, em alguns anos haveria uma quantidade imensa de títulos à disposição da formação universitária. Para usar um jargão talvez fora de moda, isso democratizaria o acesso ao conhecimento no País. Esse conhecimento atualmente está restrito a docentes que fazem pesquisa em uma área e a seus alunos diretos. A mudança desse quadro resultaria em um sistema de ensino extremamente superior ao que existe atualmente, com alunos de todo o País podem acessar, através dos livros, o conhecimento acumulado por pesquisadores de outras universidades e regiões.

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