Holos Editora

Busca: 
telefone

Livros de outras Editoras » Medicina » -

 

A Face Oculta dos Transplantes

Autor: Euclydes Marques
Páginas: 279
Formato: 16,5 x 23
Ano: 2012
ISBN: 9788586699689

Ver mais

R$40,00

Descrição do produto

Na história da Ciência, há episódios bem conhecidos - porque foram descritos em detalhe - sobre a difícil passagem de um problema a ser resolvido, para os meios de levantar informação relevante, à articulação das evidências obtidas e à construção de novas inferências. Mas a história do desenvolvimento de muitas das coisas que se tornam relativamente triviais depois de criadas costuma ser muito pouco conhecida. As pessoas não se dão conta do grande esforço em sua construção.

Na final da década de 1960, surge no noticiário internacional a realização do primeiro transplante de coração no mundo, na África do Sul, e, pouco depois, o do Brasil. À época (e talvez ainda hoje), um feito impressionante. O Brasil, no centro desse processo. Olhando mais de perto, começam a aparecer algumas perguntas. Quem esteve envolvido? Quanto tempo demorou para que fosse possível? Por que o Brasil teve posição tão destacada? Quais foram as dificuldades no processo?
Neste livro, A Face Oculta dos Transplantes, o Dr. Euclydes Marques, que desde o começo esteve no interior do turbilhão que resultou nos transplantes no Brasil, faz um relato de deliciosa leitura dos inúmeros pequenos e grandes detalhes ao redor do acontecimento. Isso envolve desde a formação pessoal, os mestres, os obstáculos, até a integração entre os membros da equipe, que hoje têm enorme reputação internacional: além dele mesmo, Dr. Zerbini, Dr. Adib Jatene e uma enorme quantidade de professores, cirurgiões e outras pessoas que participaram em um processo coletivo que construiu cada etapa do procedimento, com esse resultado final. Esse resultado, por sinal, apenas abriu as portas de um novo tempo de ações médicas, com muitos desenvolvimentos que alcançam nossos dias e se projetam no futuro. De fato, há um enorme ganho para a ciência médica no Brasil a disponibilidade de um texto como esse.
Conteúdo:

Índice
Prefácio — 11 
Preâmbulo: inflow stasis — 13
I. Introdução — 19
II. Meus Primeiros Passos — 27
     2.1. Estudando em Bariri e Jaú — 27
     2.2. Com os cônegos premonstratenses — 29
     2.3. No Liceu Pasteur — 30
     2.4. O exame vestibular — 34
III. A Faculdade de Medicina e a Residência — 39
     3.1. A Faculdade de Medicina da USP — 39
     3.2. A nova geração — 42
     3.3. Os plantões voluntários de Pronto Socorro — 45
     3.4. O internato — 46
     3.5. A Residência — 47
     3.6. A formação do cirurgião — 50
     3.7. Como consegui uma caixa de instrumentos exclusiva e intocável — 55
     3.8. A equação do cirurgião — 57
     3.9. Minha opção pela Cirurgia Cardiopulmonar — 59
     3.10. O Grupo de Tórax — 60
     3.11. O Professor Euryclides de Jesus Zerbini: uma figura singular. O que aprendi com ele — 61
     3.12. Como fazer com que um frasco de soro esteja na geladeira às 7 horas. Zerbini, um obstinado
     conservador — 64
     3.13. As operações sob hipotermia e estase venosa — 66
     3.14. A Circulação Extracorpórea — 70
     3.15. Zerbini: pouco inovador ou muito responsável? — 72
     3.16. Como Jatene e Braile construíram o primeiro aparelho coração-pulmão artificial — 74
     3.17. Operando pacientes acordados — 76
     3.18. Operações paliativas da TGA: correção em nível atrial — 78
     3.19. Correção da TGA em nível arterial: A operação de Jatene — 80
     3.20. A reconstrução geométrica do ventrículo esquerdo — 81
     3.21. Substituindo as valvas cardíacas: transplantes e implantes valvulares — 82
     3.22. Tirando um naco do coração: a operação de Randas Batista — 86
     3.23. O Professor Nagib Curi: o guru — 88
IV. No Pronto Socorro do HC — 95
     4.1. O infarto do Senador Lino de Mattos — 95
     4.2. Professor Waldomiro de Paula: o grande general da Medicina de Urgência e inventor da UTI — 96
     4.3. Como fazer uma limonada quando nada se tem além de um limão — 100
     4.4. Quando duas vidas dependem de uma decisão. Apelando para uma operação obsoleta. Enfim, CEC
     no PS — 101
     4.5. Dois arrombamentos em uma só semana — 105
     4.6. Pilotando um respirador sob dopping — 106
     4.7. Fotografando a lei de Velpeau (quase!). Telemedicina nos anos 60 — 109
     4.8. Erro médico: 1.Engessando uma perna sadia — 111
     4.9. Erro médico: 2.Toracotomia contra crise de asma — 113
     4.10. Familiares e acompanhantes — 116
     4.11. Desumanização da medicina — 117
     4.12. Os reimplantes de membros — 118
     4.13. Dilema ante uma infecção: o braço ou a vida! — 121
     4.14. Decepando a própria mão para receber seguro. Verdade? — 123
     4.15. Percepção extra-sensorial ? — 124
     4.16. Apurando a técnica: os reimplantes de dedos — 125
     4.17. Do papel higiênico à sutura vascular — 126
     4.18. Cresce a utilização da microcirurgia — 129
     4.19. Operando um sapo — II — 131
     4.20. Outro caso sem explicação lógica — 132
     4.21. Da Transilvânia para o Pronto Socorro do HC — 133
     4.22. Testemunhas de Jeová — 137
     4.23. Um encaminhamento do torneiro Waldomiro — 139
     4.24. Operações pioneiras de revascularização miocárdica de urgência — 141
     4.25. Sequestrado pela Ação de Libertação Nacional — 143
     4.26. De general para general — 147
     4.27. Como e quando o Professor Maksoud iniciou sua carreira de cirurgião pediátrico — 148
     4.28. Prestando contas ao Professor Alípio — 150
V. Na Rota dos Transplantes — 155
     5.1. 1965: O HC entra na era dos transplantes de órgãos. Emil Sabbaga e Campos Freire, os
     desbravadores — 155
     5.2. A cirurgia experimental — 160
     5.3. Como a cirurgia experimental permitiu uma façanha cirúrgica do Doutor Seigo — 163
     5.4. Transplantes experimentais: garantindo a infra-estrutura — 168
     5.5. Transplantes experimentais: montando a equipe — 170
     5.6. Transplantes experimentais: estabelecendo o método — 171
     5.7. Transplantes experimentais: enfrentando os problemas — 172
     5.8. Maurício Wejngarten frita um coração e batiza um jornalista — 174
     5.9. Transplante em humanos: as interrogações — 175
     5.10. Transplante em humanos: o problema do doador — 176
     5.11. Surge uma candidata a receptora — 180
     5.12. Como introduzimos a assistência circulatória. O segundo transplante que não aconteceu — 183
     5.13. A proposição de Shumway — 184
     5.14. O transplante da África do Sul — 185
     5.15. Preparativos finais para o nosso transplante — 186
     5.16. Parceria com a equipe de Nefrologia — 187
     5.17. Zerbini no Laboratório de Técnica Cirúrgica — 187
     5.18. Como resolvi o problema ético do doador — 188
     5.19. Conspirando com Zerbini — 190
     5.20. Perfusão a quente — 191
     5.21. Perfusões em descerebrados — 191
     5.22. As 10 indicações de Macruz — tergiversação? — 192
     5.23. Autotransplantando um descerebrado: o estopim para o transplante — 194
     5.24. Na reta final. O transplante de João Boiadeiro — 196
     5.25. A imprensa e o governador — 199
     5.26. A evolução do primeiro transplantado — 200
     5.27. O filme com Benedito Duarte — 201
     5.28. O coração paralelo — 203
     5.29. A visita de Christian Barnard — 205
     5.30. O problema da prioridade. A face oculta dos fatos — 207
     5.31. Prioridades na área médica — 210
     5.32. Prioridade no transplante — 213
     5.33. Questões econômicas — 217
     5.34. O transplante de fígado — 217
     5.35. O transplante de intestino — 218
     5.36. O transplante de pulmão — 219
     5.37. O transplante de pâncreas — 219
     5.38. O transplante de face — 220
     5.39. Candidatos a doador que tiveram alta — 221
     5.40. O InCor. Excelência em cirurgia cardiovascular. Dos transplantes biomecânicos à cirurgia fetal —
     221
VI. Interregno: como introduzimos os raios laser em Medicina — 225
     6.1. Um novo desafio: os raios laser em medicina — 225
     6.2. O laser para revascularização do miocárdio. Trabalhos de Mirhoseini — 226
     6.3. O cateter de Egas e a viagem fantástica — 227
     6.4. Outros empregos do raio laser — 227
     6.5. Tratamento de hemangiomas — 228
     6.6. Evolução do laser no InCor — 229
VII. A segunda fase dos transplantes — 231
     7.1. Entra em cena a ciclosporina — 231
     7.2. O estado atual. Sistema Nacional de Transplantes — 231
     7.3. As filas de espera — 232
     7.4. As leis dos transplantes — 233
VIII. O futuro dos transplantes — 235
     8.1. Neo-histogênese. Terapia celular e terapia gênica — 235
     8.2. Trabalhando com células-tronco — 235
     8.3. Clonando embriões — 236
     8.4. Terapia com CT: o desafio ético — 237
     8.5. A Ciência em socorro da Ética — 240
     8.6. Terapia com células-tronco: o desafio científico — 240
     8.7. Terapia gênica: penetrando no mais recôndito da célula — 241
     8.8. As distrofias musculares — 241
     8.9. A causa da distrofia muscular — 242
     8.10. Mioblastos como vetores de material genético — 242
     8.11. Um obstáculo: a rejeição — 243
     8.12. Um fenômeno biológico favorável — 243
     8.13. Bilhões de células para derrotar a rejeição — 244
     8.14. Vencendo a distrofia — 244
     8.15. Perspectivas — 245
     8.16. Nosso contato com Peter Law — o Brasil fora da corrida pelo êxito dos mioblastos — 245
     8.17. Trabalhos de Menasché — 246
     8.18. Xenotransplantes: animais transgênicos como doadores de órgãos — 246
IX. Epílogo — 249
     9.1. Órgãos artificiais — 249
     9.2. Do ventrículo extratorácico ao coração artificial — 250
     9.3. O pâncreas artificial — 254
     9.4. Ciber-órgãos — 255
     9.5. A solução final: neo-órgãos — 256
     9.6. Interagindo com o campo morfogenético. A face (ainda) oculta: o último transplante. O fim da
     evolução — 257
X. Glossário — 269

Contato | Formas de Pagamento | Formas de Entrega | Quem Somos | Política de Troca | Segurança